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Michael Johnson devolvera a medalha de ouro de Sydney-2000

O cinco vezes campeão olímpico Michael Johnson irá devolver voluntariamente sua medalha de ouro do revezamento 4x400 m, conquistada na Olimpíada de Sydney-2000. O velocista norte-americano comunicou a decisão após seu ex-companheiro de equipe Antonio Pettigrew reconhecer que participou da prova dopado.
Os outros membros da equipe vencedora, os irmãos Alvin e Calvin Harrison também já foram suspensos por doping, assim como o substituto, Jerome Young. Johnson é o único membro do time que segue sem nenhuma suspeita de ter usado substâncias ilícitas até o momento.
A decisão de Michael Johnson vem logo depois da confissão de Antonio Pettigrew, que nunca foi pego no exame antidoping. O atleta reconheceu ter se dopado em uma audiência em São Fracisco contra o treinador Treyor Graham, culpado recentemente por perjúrio. Se a medalha norte-americana for retirada pelo COI, a Nigéria herdará o primeiro lugar olímpico.


Brasil garante participação no declato nas Olimpíadas

Demorou 16 anos, mas o Brasil voltará a disputar a prova que reúne os "atletas mais completos" do mundo nas Olimpíadas. Neste domingo, os brasileiros Ivan Scolfaro da Silva e Luiz Alberto Cardoso de Araújo conseguiram o índice B exigido pela Iaaf no decatlo.
O índice B exigido para as Olimpíadas era de 7.700 pontos. Como os dois conseguiram a marca, caso nenhum alcance o índice A (8.000 pontos) até 20 de julho, o convocado será o vencedor do Troféu Brasil, desde que seja um dos dois. Caso contrário, a definição será pelo ranking de 2008.
A última vez que o Brasil teve um representante no decatlo nas Olimpíadas foi em Barcelona-1992, quando Pedro Ferreira Silva e Filho disputou e abandonou o evento.
Ainda em Santo Domingo, o país disputou o heptatlo, mas não teve o mesmo sucesso. Elizete Marques da Silva foi a melhor do país, terminando em sexto, com 5.493 pontos, mas distante do índice B, que é de 5.800 pontos.


Maurren e Jadel confirmam presença no Troféu Caixa em São Paulo

Última competição nacional antes da definição da equipe brasileira de atletismo para os Jogos Olímpicos de Pequim, o Troféu Brasil Caixa de Atletismo reúne os principais nomes da modalidade no país entre os dias 25 e 29 de junho, em São Paulo. O triplista Jadel Gregório e a saltadora Maurren Maggi são presenças confirmadas.
A dupla já está classificada para os Jogos de Pequim, assim como Fabiana Murer, do salto com vara, e Marilson dos Santos, que competirá nos 10.000m. A edição deste ano do Troféu terá uma novidade, a prova dmarcha (20km) será disputada em percurso de rua para que as marcas sejam validadas para efeito de classificação olímpica.
O Troféu servirá como seletiva para as equipes de revezamento. Caso o país confirme a situação atual e fique entre os cinco melhores tempos do mundo, levará seis corredores na equipe. Pelo critério de convocação, serão chamados os três primeiros colocados nos 100m e 400m do Troféu e os três primeiros do ranking nacional.


Mais de 30 mil no GP Brasil de Atletismo

O 24º Grande Prêmio Brasil Caixa de Atletismo foi disputado neste domingo, 25 de maio, no Estádio Olímpico do Pará, em Belém. Nada menos que 30.872 pessoas foram ao Mangueirão para ver 149 atletas de 27 países disputarem 17 provas. O público foi mais de 10 pessoas superior ao registrado na edição anterior do Meeting. Do países participantes, 15 colocaram atletas no pódio e sete destes conquistaram a medalha de ouro.
Um dos resultados mais expressivos foi o registrado por Gilbert Kipchoge (Quênia), que venceu os 800 m com 1min44s52, segunda melhor marca da temporada e recorde do GP. O anterior era 1min44s89 e pertencia desde 1998 a Mark Everett (Estados Unidos). "Estou feliz com a vitória, mas sei que preciso correr abaixo de 1min43s00 para conquistar uma medalha olímpica (nos Jogos de Pequim, em agosto)", disse Gilbert
Do Brasil, o melhor resultado foi o de Maurren Maggi, campeã do salto em distância feminino com 6,83 m. "Foi bom voltar ao Pará, competir neste estádio. Belém é uma coisa boa, algo à parte", disse a saltadora, medalha de prata no Mundial Indoor de Valência (Espanha) em março último.
O GP Brasil Caixa de Belém foi o quinto Meeting internacional organizado pela CBAt neste mês de maio. Os anteriores foram realizados em Uberlândia (11), Fortaleza (14), Rio de Janeiro (18) e São Paulo (22).


Maurren Magi vence GP de Belém

"Estou na melhor fase de minha vida, não apenas da minha carreira", disse Maurren Maggi, após vencer o salto em distância pela terceira vez no Grande Prêmio Brasil Caixa, em andamento no Estádio Olímpico do Pará, em Belém, neste domingo (25). Maurren já vencera a competição em 2002 e 2003, depois nunca mais competira na capital paraense.
Uma faixa a saudava: "Maurren, estávamos com saudade." A campeã pan-americana retribuiu: "Belém é um lugar especial", afirmou. Duas jamaicanas completaram a prova: em 2º lugar, Jovanee Jarrett, com 6,54 m, e em 3º, Nolle Graham, com 6,37 m.
No salto com vara feminino, a norte-americana April Steiner conseguiu finalmente uma vitória no Brasil, ao marcar 4,45 m. "A Fabiana me deixou ganhar", brincou a atleta, que ficara em 2º lugar no PAN e no GP de São Paulo, na quinta-feira (22). April se referia à campeã pan-americana Fabiana Murer (Brasil), que reclamou de uma indisposição estomacal e não conseguiu passar a marca de 4,35 m e não marcou. Outra brasileira, Joana Ribeiro Costa, com 4,35 m, foi a vice-campeã, e a sueca Mia Person a 3ª, com 4,15 m.
Nos 3.000 m com obstáculos masculino, vitória do queniano Julius Nyamu, com 8:27.06. Celso Ficagna (Brasil), com 8:51.92, ganhou prata e Mario Bazan (Peru), bronze, com 8:32.96. Na mesma distância, no feminino, deu Jamaica, com Korene Hinds, com 9:36.12. Zemzem Ahmed (Etiópia), foi a vice-campeã com 9:38.65, e Delilah DiCrescenzo (Estados Unidos), a terceira, com 9:41.68.


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